Tenho saudades dos tempos em que ouvir música era muito mais que carregar num botão e ouvir faixas aleatoriamente. Quando eu era miúda ouvir música era todo um ritual, escolhia-se o disco, limpava-se com a escova, punha-se o disco no gira discos, ligava-se o gira discos e com cuidado colocava-se a agulha em cima do vinil. Cresci a ver o meu pai fazer isto e foi assim que aprendi a gostar de música. Na altura ouvia-se um disco do inicio ao fim, ouvia-se um álbum inteiro de cada vez. Aprendíamos a conhecer os artistas e como o seu som ia evoluindo de álbum para álbum. Não é que eu não goste de ouvir músicas aleatoriamente no meu iQualquerCoisa, nada disso, gosto muito dos meus gadgets. Só tenho pena que hoje em dia o acto de se ouvir música se tenha tornado tão 'superficial'... Ouve-se uma música na rádio e se gostamos dela chegamos a casa e vamos logo pirateá-la na net ou compra-la no iTunes. Perdeu-se o ritual de ir à discoteca comprar o vinil ou o cd e ouvir o álbum do inicio ao fim. Já não se conhecem os músicos como antigamente... Enfim... Tudo isto é apenas um reflexo dos tempos em que vivemos, da época superficial e materialista em que estamos mergulhados. Aqui em casa vou continuar a fazer por que essa tradição não morra. Aqui em casa ainda compramos discos de vinil, aqui em casa ainda se ouvem cd's do inicio ao fim. Aqui em casa estamos orgulhosos e muito nostálgicos por termos herdado a colecção de discos de vinil do meu pai :-)
Blogue da Formiga
segunda-feira, 1 de abril de 2013
domingo, 31 de março de 2013
sábado, 30 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
sábado, 9 de março de 2013
Um dia destes reencontrei uma amiga que já não via há muito tempo. A F foi colega de trabalho durante alguns anos e companheira de almoços e jantaradas cheias de alegria e boa disposição. Trabalhámos juntas num pequeno departamento, onde éramos 4 mulheres, todas muito diferentes mas muito cúmplices. Mas o tempo passou, a economia mudou, esse departamento deixou de existir e cada uma seguiu o seu caminho. O tempo passou e sem dar por isso perdemos o contacto.
Lembro-me da F como uma mulher discreta, simpática e muito muito querida. A F era uma mulher sempre pronta a sorrir, sempre bem disposta, com um olhar meigo mas ao mesmo tempo distante. Este olhar tinha uma razão de ser. A F sofria de maus tratos da parte do marido, abusos físicos e psicológicos constantes. Na altura sabíamos o que se passava, mas sempre que uma de nós tentava abordar o assunto a F arranjava maneira de desconversar. Com o decorrer do tempo o problema da F acabou por se tornar como que o elefante cor de rosa no canto da sala, todas sabíamos que estava lá mas nenhuma abordava o assunto. Não valia a pena tentar falar, a F fugia...
Um destes dias reencontrei a F. Pusemos a conversa em dia, falámos dos filhos e do trabalho, conversa de amigas que não se viam há anos. A meio da conversa a F falou-me em emigrar... Emigrar sozinha com os filhos... Perguntei logo se ela se tinha divorciado e a resposta foi sim, finalmente tinha ganho coragem para o fazer há mais de um ano. A minha primeira reacção foi abraçá-la. Vieram-me lágrimas aos olhos, dei-lhe os parabéns. Que orgulho, que alívio, que felicidade por esta grande mulher ter ganho coragem para enfrentar e vencer este problema, este cancro que durante anos a fio tentou destruir o seu sorriso.
Não consigo pensar em melhor maneira de celebrar o dia da mulher do que partilhando esta história de força e determinação. Feliz dia da mulher, façam o favor de ser felizes... e fortes também!
PS Infelizmente não fui a tempo de publicar isto no dia da mulher... Mas a intenção é que conta né? ;-)
Lembro-me da F como uma mulher discreta, simpática e muito muito querida. A F era uma mulher sempre pronta a sorrir, sempre bem disposta, com um olhar meigo mas ao mesmo tempo distante. Este olhar tinha uma razão de ser. A F sofria de maus tratos da parte do marido, abusos físicos e psicológicos constantes. Na altura sabíamos o que se passava, mas sempre que uma de nós tentava abordar o assunto a F arranjava maneira de desconversar. Com o decorrer do tempo o problema da F acabou por se tornar como que o elefante cor de rosa no canto da sala, todas sabíamos que estava lá mas nenhuma abordava o assunto. Não valia a pena tentar falar, a F fugia...
Um destes dias reencontrei a F. Pusemos a conversa em dia, falámos dos filhos e do trabalho, conversa de amigas que não se viam há anos. A meio da conversa a F falou-me em emigrar... Emigrar sozinha com os filhos... Perguntei logo se ela se tinha divorciado e a resposta foi sim, finalmente tinha ganho coragem para o fazer há mais de um ano. A minha primeira reacção foi abraçá-la. Vieram-me lágrimas aos olhos, dei-lhe os parabéns. Que orgulho, que alívio, que felicidade por esta grande mulher ter ganho coragem para enfrentar e vencer este problema, este cancro que durante anos a fio tentou destruir o seu sorriso.
Não consigo pensar em melhor maneira de celebrar o dia da mulher do que partilhando esta história de força e determinação. Feliz dia da mulher, façam o favor de ser felizes... e fortes também!
PS Infelizmente não fui a tempo de publicar isto no dia da mulher... Mas a intenção é que conta né? ;-)
domingo, 3 de março de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
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