terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Countryside interiors

Não sou muito fan deste estilo de decoração, na minha opinião só faz sentido quando a casa fica mesmo no campo. Este é o caso do The Marcliffe Hotel em Aberdeen. O resultado é um quarto de hotel aconchegante e confortável. Era mesmo isto que eu precisava para carregar baterias para o dia atarefado que vou ter amanhã :-)











Aqui é que a porca torce o rabo... Leitura de wc num hotel? No thanks, não tenciono tocar nestas revistas, blarrrgh!

Vista do escritório


A caminho de Aberdeen...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Demitiu-se??

E esta hein?? Não sabia que isto era possível... Pensei que ser papa fosse uma vocação, uma obrigação divina... Afinal, pelos vistos é um emprego como outro qualquer! E depois admiram-se que a igreja católica esteja em crise.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

A nossa busca por uma alimentação mais sustentável levou-nos à descoberta do bulgur.
Et voilá a última experiência culinária... Tabouleh de bulgur! Bem bom :-)

Estava a avó Ana sentada numa CGD à espera de ser atendida quando entra uma senhora deficiente em muletas, que tira a senha e aguarda a sua vez. A minha avó ao ver que mais ninguém cede o lugar levanta-se e diz 'fique com este lugar minha senhora, eu sou a próxima a ser atendida'. A senhora (que de senhora tinha pouco) responde bruscamente 'sente-se a senhora que é velha e precisa mais do lugar do que eu'! A minha avó, como qualquer pessoa normal é apanhada desprevenida com aquela resposta, mas rapidamente recupera a compostura 'engana-se minha senhora, você precisa mais do lugar do que eu, é que sou velha, mas ao menos tenho boas pernas para andar'! A mulher fica de boca aberta... Avó Ana 10 / mullherzinha malcriada zerooooo!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013


'Abraço', José Luís Peixoto

A letra da minha avó

A minha avó Ana tem setenta e nove anos. Setenta e nove anos. Este número assusta-me, não imagino a minha vida sem a minha avó. Ela esteve sempre ao pé de mim, mesmo quando morávamos a centenas de quilómetros de distância. A minha avó ainda está sempre aqui ao pé de mim, sempre disponível, sempre pronta a ajudar, especialmente quando se trata de tomar conta do bisneto. A minha avó vai fazer oitenta anos em Maio. Quero fazer-lhe uma festa, quero que seja um dia inesquecível, quero retribuir-lhe tudo aquilo que ela sempre me deu, mesmo sabendo que nunca irei chegar aos calcanheres do que ela já fez por mim.
A minha avó é uma mulher muito bonita. Sempre foi, sempre será. É uma mulher orgulhosa e de personalidade forte, que teima em fazer frente ao tempo que vai passando, sempre cheia de força, sempre cheia de vontade de viver. A minha avó Ana tem a letra mais bonita que eu conheço. É uma caligrafia perfeita, em que nenhum detalhe fica esquecido. Uma palavra escrita pela minha avó nunca é uma palavra escrita à pressa. Quando tem que escrever alguma coisa, senta-se sempre numa cadeira e pacientemente escreve o que tem que ser escrito, sempre com brio, sempre com perfeição. A letra da minha avó é uma espécie de auto retrato, em que amor, determinação e perfeccionismo são os traços principais. Minha avó querida, nunca tinha dado muita atenção à tua caligrafia até hoje... A pressa de viver faz-nos passar ao lado dos detalhes mais importantes da vida. Ainda bem que hoje reencontrei aquele bilhete escrito por ti. É este pequeno pormenor que hoje me faz lembrar a felicidade e a sorte que tenho por te ter sempre aqui. Obrigada avó.